Preço do leite para Julho de 2025?
- rgmilk
- 21 de jul.
- 4 min de leitura
🧀 Muçarela – Mercado lateralizado, mas enfraquecido
O mercado da muçarela chegou à terceira semana de julho com preços aparentemente estáveis, porém sustentados por pela oferta e demanda. Segundo o relatório, houve queda no volume de vendas em relação à semana anterior, mesmo com a entrada plena do inverno – período que costuma favorecer o consumo de queijos.
A principal leitura é que o mercado está acomodado, mas com sinais de fragilidade. A indústria não conseguiu espaço para aplicar reajustes e, por outro lado, evita reduções mais agressivas para não desvalorizar ainda mais o produto. Isso cria um cenário de equilíbrio artificial, mantido mais pela estratégia defensiva das indústrias do que por fundamentos de demanda.
No cenário externo, os preços no Mercosul seguem caindo levemente, mas o dólar voltou a subir nesta última semana, o que reduz a atratividade do produto importado. Essa movimentação favorece momentaneamente o produto nacional, que já havia perdido competitividade nas semanas anteriores.
🔍 Interpretação estratégica:
A tendência de queda nos preços de junho desacelerou, mas não houve recuperação efetiva de preços.
As indústrias estão com margens apertadas, e a capacidade de pagamento ao produtor, abaixo da média dos meses anteriores.
📌 O que pode acontecer:Se o giro comercial não melhorar nas próximas duas semanas, e a produção de leite seguir crescendo no Sul, o mercado de muçarela deve entrar agosto com tendência clara de baixa. A estabilização atual pode ser rompida com facilidade.
🥄 Leite em Pó – Integral em queda firme, desnatado lateralizado
O leite em pó integral apresentou mais uma semana de queda nos preços, conforme relatado na análise de 18/07. O movimento se sustenta em três pilares:
Oferta abundante de leite nas indústrias, permitindo maior volume destinado à secagem;
Demanda interna enfraquecida, com giro lento e recompras postergadas;
Cenário externo pressionando, com o Mercosul ofertando volumes a preços menores.
O relatório aponta que, mesmo com algumas indústrias tentando sustentar os preços, a maioria foi obrigada a recuar para manter o giro. A queda do leite em pó segue constante desde maio e parece longe de um ponto de inflexão.
Já o leite em pó desnatado estabilizou-se , sem variações significativas na semana. A explicação está na normalização da oferta, que no passado havia sofrido pressão de escassez, e na demanda industrial limitada, que impede novas altas. A baixa liquidez afeta o ritmo de recomposição de estoques, o que mantém o produto num estado de equilíbrio técnico.
🔍 Interpretação estratégica:
O integral está num ciclo claro de ajuste de preços com baixa .
O desnatado estabilizou, mas com risco de novas quedas se o canal B2B (alimentos, panificação, bebidas) não se movimentar com mais força.
A alta recente do dólar, embora ajude a reduzir a competitividade do importado, ainda não foi suficiente para mudar a dinâmica interna.
A capacidade de pagamento ao produtor segue mantendo margens estreitas no segmento.
📌 O que pode acontecer:
O leite em pó integral deve seguir em queda até início de agosto, exceto se houver melhora significativa da demanda.
O desnatado tende a continuar lateralizado, mas o cenário é frágil, e pequenas pressões de estoque podem empurrar o preço para baixo nas próximas semanas.
🥛 Leite UHT – Pequena valorização, mas risco estrutural se mantém
Entre os derivados analisados, o leite UHT foi o único que apresentou elevação de preços em julho. Contudo, como indicado no relatório, essa alta não representa uma reação de mercado sólida, e sim uma correção pontual provocada pelas indústrias.
As fábricas seguem controlando os volumes com rigor, evitando gerar sobreoferta. No campo, a situação varia: o Sul segue aumentando a captação, enquanto o Centro-Oeste apresenta queda e o Nordeste permanece estável. Essa diferença regional ainda sustenta o preço médio nacional, mas tende a perder força nas próximas semanas.
O spot continua parado, com preços firmes, indicando que ainda há equilíbrio entre indústria e produtor. Porém, o relatório sinaliza que o risco de reversão no UHT é real, especialmente com o avanço da produção no Sul.
🔍 Interpretação estratégica:
A alta em julho não é estrutural e depende totalmente da gestão de estoques pela indústria.
Caso a produção siga subindo e o consumo não acompanhe, o preço do UHT deve ceder até a primeira quinzena de agosto.
A capacidade de pagamento ao produtor já recuou levemente, o que sinaliza que o setor está operando no limite da rentabilidade.
📌 O que pode acontecer:
O UHT ainda pode manter os preços até o fim de julho, mas está sob alerta amarelo.
A falta de liquidez no varejo e o aumento da produção devem pesar nas cotações a partir do início de agosto.
VISÃO GERAL – JULHO DE 2025
Produto | Situação Atual | Tendência para Agosto | Risco de Mercado |
Muçarela | Estável, com vendas em baixa | Viés de queda | Alta produção + fraco giro comercial |
Leite em Pó Integral | Queda contínua e sem reação | Continuidade da baixa | Pressão de oferta + concorrência do Mercosul |
Leite em Pó Desnatado | Estável, com liquidez baixa | Lateralização com viés de baixa | Consumo fraco e estoques crescentes |
Leite UHT | Alta leve e pontual | Viés de baixa | Oferta crescente pode romper equilíbrio |
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